Das vantagens de aniversariar numa terça, é que é o dia que o Humberto atualiza seu blog. Não é segredo {aliás, deve ser até chato}, que me identifico com - quase - tudo que ele escreve. E quando não me vejo escrita, simplesmente acho lindo. Sem mais.
Em outubro, ganhei o presente de conhecê-lo {ou quase isso...}. Presente acabou sendo as amizades que fiz indo sozinha e uma fita cassete que ele rabiscou seu nome. É bobo, eu sei. Mas... Quem é fã me entende.

Sem mais delongas, olha o texto do dia 21: me encontrei em certas partes, me inspirei em outras. Admirei todas
Deixei meu olhar solto no infinito possível entre a ponta do meu nariz e a linha do horizonte formada por verdes morros e pela geometria cartesiana de prédios. É mais espaço do que o necessário para que um olhar se perca.
Venta e eu gosto. Melhor do que o mormaço que tem paralisado Forno Alegre neste e em outros verões. O vento obriga a optar, agir. A favor ou contra.
Apesar de não estar mirando cumes com neve, minha predisposição nesse fim de tarde na sacada é a de um monge tibetano. Fico em silêncio enquanto a vista se perde. Alguns pontos despertam lembranças como se fossem ícones que, clicados, abrem arquivos na tela.
Ali está o colégio onde estudei a vida inteira e pelo qual não sinto nada. Não é um nada vazio. É a soma de muitas coisas contraditórias que se anulam e me deixam neutro.
Lá, um canto do telhado da casa onde fiz os primeiros ensaios da banda que me mostrou o mundo.
Entre os dois, os refletores das quadras onde joguei alguns campeonatos de tênis. Sem bons resultados. Algo que, sei lá por que descaminhos psicológicos, me dá uma sensação agradável.
Entre os dois, os refletores das quadras onde joguei alguns campeonatos de tênis. Sem bons resultados. Algo que, sei lá por que descaminhos psicológicos, me dá uma sensação agradável.
Os campeonatos eram divididos em categorias que abrangiam dois anos. Nascido na última semana de 63, se jogasse com alguém nascido no início de 62, estaria jogando com um cara de outra faixa etária! Quando se tem pouco mais de dez anos e se está começando a praticar um esporte, dois anos fazem toda a diferença.
Se eu estivesse jogando torneios de veteranos agora, talvez pudesse reverter a desvantagem enfrentando caras mais velhos do que eu. Mas não de forma absoluta. Dois anos, pra quem tem 50, não fazem muita diferença.
Ok, a vida raramente oferece simetrias.
Se eu estivesse jogando torneios de veteranos agora, talvez pudesse reverter a desvantagem enfrentando caras mais velhos do que eu. Mas não de forma absoluta. Dois anos, pra quem tem 50, não fazem muita diferença.
Ok, a vida raramente oferece simetrias.
(*)
Sirvo mais uma cuia de chimarrão. Mateando solito enquanto a vista passeia, fica mais fácil enxergar o óbvio: a cidade cresceu. Mudou? Sim, não, sim, não sei...
Oscilo entre duas sensações contraditórias: nada mudou e nada é como era. Estranho embate entre intuição e percepção sensorial.
Nas relações pessoais, no som das ruas, na luz que entra pela janela, na minha arte/ofício... muita água passou sob ponte. Mas ainda é o mesmo rio.
Nas relações pessoais, no som das ruas, na luz que entra pela janela, na minha arte/ofício... muita água passou sob ponte. Mas ainda é o mesmo rio.
(*)
O ciclo de vida adulta de uma cigarra dura só duas semanas. Não as que acompanham meus jogos! Sei que são as mesmas desde verões modorrentos na década de 70 até hoje. Reconheço a cantoria ensurdecedora.
Mesmo que eu saísse do mormaço de Porto Hellegre pra jogar no sol inclemente do Australian Open, as mesmas cigarras estariam lá. Só pra me azucrinar, tornando o calor mais incômodo, zoando num ponto complicado do jogo, fazendo a partida ir pro saco.
Mesmo que eu saísse do mormaço de Porto Hellegre pra jogar no sol inclemente do Australian Open, as mesmas cigarras estariam lá. Só pra me azucrinar, tornando o calor mais incômodo, zoando num ponto complicado do jogo, fazendo a partida ir pro saco.
Mas algo sempre muda e, indiscutivelmente, algo mudou: hoje sei que, além dos motivos externos, vitórias e derrotas também nascem dentro da gente.
boa semana
21jan2013

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